Curitiba, 27 de Agosto de 2003.
Hoje choveu forte e eu não pude, infelizmente, malhar hoje. :/
Como a Helena estava em casa com uma amiga, me fez almoçar e, sem outra saída, tive de comer tudo, mas logo em seguida já escovei os dentes e fui procurar o que fazer.
Fiquei a tarde inteira me movendo e não vendo a hora de ir dormir. Pelo menos é outro dia ruim que se foi.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Dolorida, cansada, punida...
Curitiba, 26 de Agosto de 2003.
Estou toda dolorida de tanto me exercitar pra queimar essas calorias malditas.
Hoje fui expulsa da sala porque dormi na aula de biologia...
Estou toda dolorida de tanto me exercitar pra queimar essas calorias malditas.
Hoje fui expulsa da sala porque dormi na aula de biologia...
Culpada culpada culpada
Curitiba, 25 de Agosto de 2003.
Hoje a Morgan pulou o muro na hora do intervalo pra comprar uma caixa de ovo já que hoje foi o niver do Ricardo e, é claro, enchemos de ovadas nele...
Mais tarde a Morgan me ligou porque queria que eu fosse à festinha dele junto com ela.
A Helena quis me encher o saco, mas mandei a bruxa pro quinto dos infernos e fui do mesmo jeito.
Antes mesmo do seu Geraldo abrir os portões, já sentia o cheiro delicioso de doces e salgados, porém resolvi ser mais forte que meus desejos e suportar apenas olhar pra eles porque depois eu vou ter que sofrer uns mil anos pra ficar em paz com minha consciência.
A Andrea comia tudo com gosto e eu a odiava porque sei que ela descobriu a fórmula de comer e nunca engordar, razão pela qual o Gui a ama devotamente.
A Julia, infelizmente, me forçou a comer uns docinhos e não parou de me olhar enquanto eu não engoli o último pedacinho, o que fez minha consciência pesar.
Eu, que tinha planejado dormir na casa da Morgan, adiei os planos e voltei pra casa andando pra ver se pelo menos consigo gastar alguma caloria dessas malditas tentações saborosas, mas tão perigosas...
Hoje a Morgan pulou o muro na hora do intervalo pra comprar uma caixa de ovo já que hoje foi o niver do Ricardo e, é claro, enchemos de ovadas nele...
Mais tarde a Morgan me ligou porque queria que eu fosse à festinha dele junto com ela.
A Helena quis me encher o saco, mas mandei a bruxa pro quinto dos infernos e fui do mesmo jeito.
Antes mesmo do seu Geraldo abrir os portões, já sentia o cheiro delicioso de doces e salgados, porém resolvi ser mais forte que meus desejos e suportar apenas olhar pra eles porque depois eu vou ter que sofrer uns mil anos pra ficar em paz com minha consciência.
A Andrea comia tudo com gosto e eu a odiava porque sei que ela descobriu a fórmula de comer e nunca engordar, razão pela qual o Gui a ama devotamente.
A Julia, infelizmente, me forçou a comer uns docinhos e não parou de me olhar enquanto eu não engoli o último pedacinho, o que fez minha consciência pesar.
Eu, que tinha planejado dormir na casa da Morgan, adiei os planos e voltei pra casa andando pra ver se pelo menos consigo gastar alguma caloria dessas malditas tentações saborosas, mas tão perigosas...
Um grande passo rumo ao corpo perfeito... :)
Curitiba, 23 de Agosto de 2003.
Hoje o povo aqui de casa saiu...
Aproveitei pra dar uma limpadinha nos cômodos e ainda dar uma longa caminhada pelo bairro.
To que não me aguento de cansada, mas feliz porque estou emagrecendo... não tenho muito o que comemorar, mas pelo menos minhas calças jeans estão mais largas, o que é, pra mim, um grande passo rumo ao corpo perfeito.
Hoje o povo aqui de casa saiu...
Aproveitei pra dar uma limpadinha nos cômodos e ainda dar uma longa caminhada pelo bairro.
To que não me aguento de cansada, mas feliz porque estou emagrecendo... não tenho muito o que comemorar, mas pelo menos minhas calças jeans estão mais largas, o que é, pra mim, um grande passo rumo ao corpo perfeito.
Sem saber o que pensar, afinal...
Curitiba, 21 de Agosto de 2003.
Agora somos um trio: Cadu, Morgan e eu!
Ficamos sentados no gramado na hora do intervalo falando sobre tudo, sobre nada e até mesmo zoando o povo da sala.
Sei que o que estou fazendo é feio e queima filme, porém acabei destilando meu veneno pra Naty não cair nessa de ficar pagando pau pro casalzinho.
A Morgan não foi com a cara da Andrea e me garantiu que esse namorinho imbecil não vai durar muito.
Quando o Cadu saiu pra ir ao banheiro, ela me perguntou se o Gui e eu já havíamos transado e eu comentei que foi só uma vez.
Ela me disse que depois que ele transar com ela, vai partir pra outra conquista.
Será que foi por isso que ele se enjoou de mim?
Logo chega o Cadu e começa a me fazer carinhos diferentes. To estranhando porque ele nunca foi de agir assim e agora ta todo meloso, agindo como se eu fosse quebrar...
Eu até gosto dos carinhos, mas ainda amo o Gui e me sinto idiota porque de uns dias pra cá, se o Cadu fica longe de mim, meu coração aperta de dor.
Em casa tudo continua a lesma lerda de sempre: o gameludo do Juninho chorando por tudo, a Helena aos gritos e meu pai se esquecendo de que eu existo na maior parte do tempo e só se lembrando de mim quando é pra dar broncas.
Apesar de não curtir ir ao colégio, agora prefiro mil vezes estar lá do que aqui.
Agora somos um trio: Cadu, Morgan e eu!
Ficamos sentados no gramado na hora do intervalo falando sobre tudo, sobre nada e até mesmo zoando o povo da sala.
Sei que o que estou fazendo é feio e queima filme, porém acabei destilando meu veneno pra Naty não cair nessa de ficar pagando pau pro casalzinho.
A Morgan não foi com a cara da Andrea e me garantiu que esse namorinho imbecil não vai durar muito.
Quando o Cadu saiu pra ir ao banheiro, ela me perguntou se o Gui e eu já havíamos transado e eu comentei que foi só uma vez.
Ela me disse que depois que ele transar com ela, vai partir pra outra conquista.
Será que foi por isso que ele se enjoou de mim?
Logo chega o Cadu e começa a me fazer carinhos diferentes. To estranhando porque ele nunca foi de agir assim e agora ta todo meloso, agindo como se eu fosse quebrar...
Eu até gosto dos carinhos, mas ainda amo o Gui e me sinto idiota porque de uns dias pra cá, se o Cadu fica longe de mim, meu coração aperta de dor.
Em casa tudo continua a lesma lerda de sempre: o gameludo do Juninho chorando por tudo, a Helena aos gritos e meu pai se esquecendo de que eu existo na maior parte do tempo e só se lembrando de mim quando é pra dar broncas.
Apesar de não curtir ir ao colégio, agora prefiro mil vezes estar lá do que aqui.
Carne nova no pedaço
Curitiba, 20 de Agosto de 2003.
Hoje entrou uma nova garota em nossa classe: o nome dela é Natália, mas me pediu para chamá-la de Morgan.
A Naty/Morgan, é muito legal, sabe?Ela é gordinha que nem eu, porém não ta nem aí pra isso e simpática, vive sorrindo e conversando.
Senti que ela também foi com a minha cara, por isso hoje passei o intervalo com ela que queria porque queria pagar um pedaço de bolo de chocolate pra mim e sabe, eu até aceitaria, se não estivesse tão pesada como estou.
Ela comeu uns dois pedaços de bolo e me contou tudo sobre ela.
A Naty nasceu em Maringá, mas como o pai dela é militar, ela vive mudando de um lugar pra outro e me disse que por um lado é bom porque ela conhece vários lugares, pessoas diferentes, mas é ruim quando já está acostumada com os amigos, com a rotina e é obrigada a recomeçar.
Ela estava morando em Balneário Camboriú e me contou que está com saudades do namorado dela, da praia, dos amigos e disse que pretende voltar pra lá sempre que puder.
Ela já morou em Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Joinville e agora está por aqui, contudo não sabe ainda por quanto tempo.
A PP, que vem à aula um dia sim e cinco não, ficou sondando a Naty, porém eu já dei uns toques e a Morgan falou que é pra eu ficar susse porque ela não cai nessa de querer ser popular porque é a maior roubada do mundo.
Até comentou que isso parece lavagem cerebral de filminho americano de cheerleader, que como diria ela, é clichê demais e não condiz com a nossa realidade.
Ela curte um pouco de rock, um pouco de R&B, mas afirmou mesmo que sua praia é um reggae.
Hoje entrou uma nova garota em nossa classe: o nome dela é Natália, mas me pediu para chamá-la de Morgan.
A Naty/Morgan, é muito legal, sabe?Ela é gordinha que nem eu, porém não ta nem aí pra isso e simpática, vive sorrindo e conversando.
Senti que ela também foi com a minha cara, por isso hoje passei o intervalo com ela que queria porque queria pagar um pedaço de bolo de chocolate pra mim e sabe, eu até aceitaria, se não estivesse tão pesada como estou.
Ela comeu uns dois pedaços de bolo e me contou tudo sobre ela.
A Naty nasceu em Maringá, mas como o pai dela é militar, ela vive mudando de um lugar pra outro e me disse que por um lado é bom porque ela conhece vários lugares, pessoas diferentes, mas é ruim quando já está acostumada com os amigos, com a rotina e é obrigada a recomeçar.
Ela estava morando em Balneário Camboriú e me contou que está com saudades do namorado dela, da praia, dos amigos e disse que pretende voltar pra lá sempre que puder.
Ela já morou em Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Joinville e agora está por aqui, contudo não sabe ainda por quanto tempo.
A PP, que vem à aula um dia sim e cinco não, ficou sondando a Naty, porém eu já dei uns toques e a Morgan falou que é pra eu ficar susse porque ela não cai nessa de querer ser popular porque é a maior roubada do mundo.
Até comentou que isso parece lavagem cerebral de filminho americano de cheerleader, que como diria ela, é clichê demais e não condiz com a nossa realidade.
Ela curte um pouco de rock, um pouco de R&B, mas afirmou mesmo que sua praia é um reggae.
Sem grandes perspectivas de seguir em frente
Curitiba, 17 de Agosto de 2003.
Ontem completou um mês que meu mundo perdeu todo o sentido.
Fiquei o dia todo conversando com ela em frente ao túmulo e é lá que costumo me sentir melhor, pois sei que apesar da distância agora, há alguém olhando por mim.
Sei que se mamys estivesse aqui, não estaria passando por metade das minhas tristezas e mesmo que estivesse, sei que poderia contar com o incondicional apoio dela pro que desse e viesse. Agora sei que não posso mais contar com ninguém além de mim mesma.
Meu coração está em mil pedaços e eu não sei se algum dia vou conseguir reunir os cacos e seguir em frente.
Ontem completou um mês que meu mundo perdeu todo o sentido.
Fiquei o dia todo conversando com ela em frente ao túmulo e é lá que costumo me sentir melhor, pois sei que apesar da distância agora, há alguém olhando por mim.
Sei que se mamys estivesse aqui, não estaria passando por metade das minhas tristezas e mesmo que estivesse, sei que poderia contar com o incondicional apoio dela pro que desse e viesse. Agora sei que não posso mais contar com ninguém além de mim mesma.
Meu coração está em mil pedaços e eu não sei se algum dia vou conseguir reunir os cacos e seguir em frente.
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