sábado, 26 de dezembro de 2009

Filosófica

Curitiba, 25 de Outubro de 2003.

Não consigo parar de pensar...
Desde menina sempre ouvi a recomendação para não pensar tanto, não sofrer por antecedência, mas parece mesmo que nunca dou ouvidos ao que dizem os adultos...
Apesar de exteriormente já me sentir uma mulher, meus pais ainda insistem que sou uma menininha que pouco sabe da vida.
Bem, talvez estivessem certos se dissessem isso no começo do ano, porém agora terão de se retratar porque mudei muito de fevereiro pra cá e não preciso nem acrescentar mais nada porque os fatos falam por si.
Claro que quando eu me lembrar ou mudar de idéia a respeito de algo, posto aqui pra que todos saibam.
Na verdade nunca entendi por que converso com meu diário como se ele fosse gente.
Às vezes até acredito que escrevo pra alguém em especial e em outras ocasiões acho que escrevo pra mim mesma. Afinal, sou minha melhor amiga...
Às vezes acho que todas as respostas que procuro já estão dentro de mim ou perto do meu alcance e em alguns dias me acho o ser mais confuso do mundo.
Às vezes acho que estou amando e que dessa vez vai ser pra valer e depois me sinto a MAIOR otária do mundo quando me lembro das merdas que escrevi e prometi enquanto estava alucinada.
Às vezes me olho no espelho e me sinto normal e em alguns dias tenho vontade de me suicidar porque por mais que me esforce, sempre pareço gorda, mas espero que essa fase de altos e baixos acabe logo antes que minha sanidade também esteja com os dias contados.

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