O povo bem que tentou me fazer comer, mas soube dizer NÃO em alto e bom tom sem ser estúpida.
A votação acabava às 16 horas, então estaria livre pra conversar com o Adalberto.
Minhas pernas pareciam pesar uma tonelada, meu coração disparava freneticamente, meu rosto enrubescia e as palavras fugiam de mim mesmo que estivessem evidentes.
A Morgan pedia pra eu me acalmar e a Julia falou que eu só deveria me declarar se tivesse certeza que ele também sentia o mesmo.
Bem, como é que eu ia saber se não arriscasse tentar?
Os minutos passavam e a aflição começava dentro de mim.
Se não fosse hoje não seria mais nenhum dia porque depois do que aconteceu com mamys, parei de fazer planos a longo prazo.
Pra não parecer afoita, pedi a Morgan que vigiasse discretamente o Adalberto.
Ele entrou na sala dos professores, demorou um tempo por lá e saiu pela porta de emergência indo direto pro estacionamento.
Segunda feira as aulas com o profe Edu voltariam e eu, a essas alturas, já chorava por saber que a oportunidade esteve presente e eu a perdi.
A Julia disse que era melhor esquecer 'essa bobagem' porque era só uma paixonite.
O Cadu me contou porque quando a Morgan veio me contar que ele tava indo pro estacionamento, corri feito louca e quando cheguei lá ele tava entrando no carro.
Quando me viu, acenou e quando notou que eu chorava, desceu do veículo e perguntou:
"Que foi, Tita?"
"Eu sei que você ta indo embora..."
"Pra casa..."
"E da escola?"
"Quem disse?"
"Ta todo mundo dizendo que..."
"Eu vou ficar até o final do ano..."
"Mesmo?"
"Isso faria minha aluna preferida parar de chorar?"
Tentava conter os soluços, então fui à direção dele pedir um abraço e, é claro, o ganhei.
Escutei uns aplausos dos meus amigos
Me despedi dele e fui ao encontro do pessoal: vai ter uma festinha de halloween bem massa na casa do Gui porque novamente os coroas dele sairam de viagem pra Aparecida do Norte.
Não vai ser uma festa igual a do Dia do Rock, mas ia bombar e como eu só soube em cima da hora tive de ligar pra casa pedindo permissão e como hoje era níver da Helena , podia pedir até um AR15 que ela me dava, então comprei uma xícara personalizada, um cartão o qual preenchi uns dizeres e passei lá pra entregar.
Parecia que havia dado a fonte da juventude pra ela.
Chorou feito criança quando leu o cartão e como mamys sempre disse: tenho dom pra tocar os corações das pessoas.
Ganhei um baita dum abraço e os abraços da Helena além de fortes são esmagadores.
Bem, já arrumei minha mochila e to indo pra festa... Até mais!
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